Eu sei perfeitamente que as dores e o desconforto causados pelos problemas vasculares vão muito além do aspecto físico. Se você vive em Canoas, Porto Alegre ou em qualquer cidade da nossa Região Metropolitana, é muito provável que o surgimento de pequenos vasinhos vermelhos ou arroxeados nas suas pernas tenha se transformado no início de uma jornada de perda de autoestima, insegurança estética e muitas dúvidas sobre qual é o momento certo de procurar a minha ajuda no consultório. Sei também que é muito comum você adiar a sua consulta por um medo clássico e totalmente compreensível: o receio de enfrentar uma cirurgia hospitalar tradicional, que exige anestesia, cortes e um longo período de repouso, afastando você do seu trabalho ou das suas atividades diárias.
Felizmente, a medicina vascular passou por evoluções expressivas. Hoje, o tratamento considerado padrão ouro para o manejo desses vasinhos — que clinicamente chamamos de telangiectasias — é a Escleroterapia em Canoas. Trata-se de um procedimento moderno, seguro e minimamente invasivo que eu realizo em ambiente de consultório clínico, sem que você precise de internação ou de um bloco cirúrgico. Se você mora na Grande Porto Alegre e quer entender como buscar a melhora do conforto e da estética das suas pernas mantendo a sua rotina, preparei este guia informativo para te explicar o funcionamento do procedimento.
O que são as telangiectasias e por que elas surgem em você?
Para que você compreenda a atuação da escleroterapia, é fundamental entender o que são esses microvasos. As telangiectasias são dilatações de pequeninos vasos sanguíneos situados na camada mais superficial da sua pele. Elas são diferentes das varizes propriamente ditas, que são aquelas veias mais calibrosas, tortuosas e profundas. No entanto, embora os vasinhos possam parecer um problema puramente estético para você em um primeiro momento, eu preciso te alertar que eles frequentemente compartilham da mesma causa raiz: a insuficiência venosa crônica.
O surgimento dessas marcas na sua pele acontece por múltiplos fatores. Entre os principais gatilhos que eu observo nos meus pacientes, destaco:
- Sua Predisposição Genética: O histórico familiar é o fator de maior peso. Se os seus pais ou avós sofrem com problemas de circulação, a chance de você também desenvolvê-los é consideravelmente maior.
- Fatores Hormonais: Os hormônios femininos (estrogênio e progesterona) interferem diretamente na elasticidade e na força das paredes das suas veias. Por isso, se você faz uso de pílulas anticoncepcionais, terapias de reposição hormonal ou está passando por um período de gestação, saiba que estes são momentos críticos para o aparecimento de vasinhos.
- Seu Estilo de Vida e Postura Profissional: Se você é um profissional que passa muitas horas do dia na mesma posição — seja de pé (como comerciantes, professores e profissionais de saúde) ou sentados (como advogados, programadores e motoristas aqui em Canoas e Porto Alegre) —, você acaba impondo uma sobrecarga contínua ao sistema de retorno venoso das suas pernas.
- Sedentarismo e Peso Corporal: A falta de atividade física regular reduz a eficiência da sua “bomba muscular da panturrilha” (o nosso coração periférico), dificultando o bombeamento do seu sangue de volta para o tronco e aumentando a pressão nas suas pernas.
Com o tempo e o aumento dessa pressão, as finas paredes dos seus microvasos não suportam a carga, dilatando-se e tornando-se visíveis através da sua pele. Além do impacto visual, eu sei que o acúmulo de sangue nessa região pode te causar sintomas desconfortáveis, como a sensação de pernas pesadas, cansaço crônico e inchaço ao final do seu dia de trabalho.
Como funciona o atendimento de Escleroterapia em Canoas no consultório?
A palavra escleroterapia tem origem no grego e significa, essencialmente, “tratamento de endurecimento”. Na minha prática médica vascular, o procedimento consiste na injeção de uma substância esclerosante diretamente no interior do vaso doente, utilizando para isso uma agulha fina e apropriada para a técnica.
Esse agente aplicado causa uma micro irritação controlada na parede interna do vaso (o endotélio). Essa reação faz com que o vasinho se feche, colapse e pare de receber fluxo sanguíneo. Sem sangue passando por ali, o vaso perde aquela coloração vermelha ou roxa e, ao longo de algumas semanas, o seu próprio organismo se encarrega de reabsorver aquele tecido residual. O sangue que antes passava por aquele caminho é redirecionado para veias saudáveis e mais profundas da sua perna, restabelecendo a microcirculação local.
No meu dia a dia, eu utilizo diferentes modalidades de escleroterapia, aplicando cada uma conforme a indicação clínica e a anatomia das suas pernas:
1. Escleroterapia Química Líquida
Esta é a técnica tradicional utilizada amplamente para os vasinhos finos e superficiais. Faz-se o uso de um líquido esclerosante, como a glicose hipertônica em concentrações específicas. A vantagem da glicose é o fato de ser uma substância natural do próprio organismo, o que reduz significativamente o risco de reações alérgicas ou complicações sistêmicas.
2. Escleroterapia com Espuma
Na técnica com espuma, realiza-se a agitação do esclerosante líquido com ar ambiente ou outro gás medicinal, criando uma consistência semelhante à de um mousse. A espuma possui boa capacidade de preenchimento, conseguindo deslocar o sangue de forma eficiente e mantendo o medicamento em contato com a parede da veia por mais tempo. É uma alternativa adotada para tratar as chamadas “veias nutridoras” ou as microvarizes que alimentam os vasinhos superficiais.
3. Técnicas Combinadas (CLaCS)
Em casos selecionados, associa-se o laser transdérmico com a escleroterapia líquida (uma técnica conhecida como CLaCS – Cryo-Laser & Cryo-Sclerotherapy). Com ela, busca-se otimizar os resultados, tratando tanto a veia nutridora quanto o vasinho superficial na mesma sessão. Além disso, utiliza-se um equipamento de resfriamento de pele para gerenciar o conforto térmico do paciente durante o processo.
Principais vantagens da escleroterapia de consultório
A queixa frequente de pacientes que procuram a cirurgia vascular em Canoas é a preocupação em precisar interromper a rotina devido a um procedimento de saúde. A escleroterapia realizada em consultório visa mitigar essa barreira. Abaixo, eu detalho os principais aspectos associados ao procedimento:
Sem necessidade de internação ou anestesia hospitalar
O procedimento é realizado no próprio consultório, ambiente equipado com a infraestrutura necessária para o atendimento. Não há indicação de anestesia raquidiana ou geral. O desconforto da aplicação é considerado tolerável, frequentemente comparado a uma leve picada ou rápido ardor local. Para pacientes com maior sensibilidade, técnicas de resfriamento da pele ou cremes anestésicos locais podem ser associadas para proporcionar maior tranquilidade.
Retorno às atividades diárias
Ao contrário de uma cirurgia convencional de varizes, que demanda dias de repouso com os membros elevados, após a sessão de escleroterapia o paciente sai do consultório apto a caminhar normalmente. É possível realizar o procedimento e retornar às obrigações profissionais ou domésticas na sequência. O afastamento das atividades laborais não se faz necessário na maioria dos casos.
Resultados progressivos e naturais para você
A atenuação dos vasinhos ocorre de forma gradual. Logo após a aplicação, a pele pode apresentar leve vermelhidão ou pequenos hematomas, que são reações normais e esperadas. À medida que o corpo absorve o vaso tratado, a pele recupera o aspecto uniforme. A escleroterapia apresenta taxas consolidadas de sucesso no fechamento do vaso doente, embora a predisposição genética individual influencie o surgimento de novos vasinhos ao longo do tempo.
Mitos e Verdades sobre o tratamento de vasinhos
Quando o assunto é a abordagem de vasinhos, circulam muitas informações incorretas na internet. Esclareço abaixo os pontos que geram mais dúvidas nos consultórios da Região Metropolitana de Porto Alegre:
- “Se eu tratar os vasinhos, vai faltar sangue na minha perna.” (MITO) Os vasinhos na pele são vasos doentes que já não cumprem a sua função circulatória de forma eficiente. O sistema venoso das pernas possui uma rede rica e complexa. Quando um microvaso danificado é fechado, o fluxo sanguíneo é automaticamente desviado para veias profundas e saudáveis, otimizando o retorno local.
- “Não posso tomar sol durante o tratamento.” (VERDADE) Este é um cuidado pós-procedimento fundamental. Após as sessões de escleroterapia, é comum o aparecimento de pequenas manchas roxas (equimoses) decorrentes das punções. Se a pele com hematomas for exposta ao sol sem a proteção adequada, a radiação ultravioleta pode fixar o pigmento do ferro do sangue na pele, gerando hiperpigmentação (manchas escuras). Recomenda-se evitar a exposição solar direta na área tratada até o desaparecimento completo dos roxos.
- “Qualquer profissional pode fazer a aplicação.” (MITO PERIGOSO) A escleroterapia é um procedimento invasivo. Injetar substâncias na circulação exige conhecimento profundo da anatomia vascular, das pressões venosas e dos riscos envolvidos. A aplicação incorreta ou em vasos inadequados por profissionais não médicos pode causar complicações sérias, como necroses de pele, úlceras e episódios de trombose. O diagnóstico preciso da causa raiz e a execução segura do tratamento competem ao Cirurgião Vascular.
Logística e conveniência na Região Metropolitana
Para quem busca realizar a escleroterapia, a acessibilidade e a infraestrutura do atendimento são fatores relevantes. Por isso, os atendimentos são distribuídos em pontos estratégicos da Região Metropolitana, facilitando a logística de quem reside ou trabalha em Canoas ou Porto Alegre.
Com consultórios estruturados na Clinicare e na Digeclin em Canoas (região de fácil acesso pelas principais vias, com malha de transporte e estacionamento no local) e também na Diagsul em Porto Alegre (na Rua Ramiro Barcelos), busca-se oferecer a conveniência de realizar a consulta de avaliação, os exames de triagem e as sessões de escleroterapia de forma integrada. Essa proximidade geográfica visa reduzir a necessidade de longos deslocamentos e facilitar a regularidade do acompanhamento clínico.
Se você notar o desconforto associado aos vasinhos e desejar iniciar o acompanhamento médico, agende uma avaliação para analisarmos o seu caso de forma personalizada.
Artigo escrito pelo Dr. Fábio Gomes (CRM-RS 26488 / RQE 17673 / RQE 23922). Este conteúdo tem caráter puramente educativo e de orientação social, não substituindo a avaliação médica em consultório para fins de diagnóstico ou tratamento.


